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Comentário Mensal - Junho/16

  1. Findo o primeiro semestre de 2016, cabe uma breve comparação entre o que os analistas estimavam para a economia brasileira ao início do ano e os números atuais.
  2. A pesquisa semanal Focus de 31/12/2015 e de 24/6/2016, divulgada pelo BC do Brasil, é a fonte mais apropriada para essa análise.
  3. Diferenças consideráveis entre as estimativas e a realidade acontecem com frequência, principalmente em economias relativamente instáveis como a brasileira.
  4. Mesmo assim, chama a atenção algumas diferenças expressivas, “para o bem e para o mal” entre algumas das principais variáveis.
  5. “Boas surpresas”: o déficit estimado para as contas correntes passou de US$ 38,5 bi para US$ 15,0 bi, fruto da melhora da balança comercial, cuja expectativa de superávit para o ano passou de US$ 35 bi para US$ 50,8 bi.
  6. Sim, a percepção de que os juros nos EUA devem subir muito pouco este ano, assim como os desdobramentos do ambiente político brasileiro em favor do que o mercado almejava (ao menos por ora) ajudaram a conter as estimativas de alta do dólar. Mas, a melhora no balanço de pagamentos foi fundamental!
  7. “Más surpresas”: a queda esperada do PIB era da ordem de 2,95% e hoje a mediana das estimativas está em 3,44%. Não é uma mudança considerável, na medida em que indicadores recentes sugerem que o “pior” começa ser deixado para trás.
  8. A inflação medida pelo IPCA também é um indicador que mostra piora em relação ao que se estimava na virada do ano passado (6,9% contra 7,2% hoje).
  9. Como a trajetória de inflação, porém, é declinante, essa diferença não impediu que a mediana das estimativas para a taxa básica de juros (Selic) tenha declinado no período comparativo de 15,25% para 13,25% ao ano.
  10. Em linhas gerais, portanto, é possível dizer que a leitura que os analistas fazem para a economia brasileira é melhor hoje do que há seis meses, basicamente porque as surpresas negativas (nível de atividade e inflação) apontam para uma trajetória de gradual recuperação.
  11. Os mercados locais, em linhas gerais, têm refletido o pano de fundo macroeconômico (e político). No período, o Ibovespa acumulou alta de 18%, o Real se valorizou 18% contra o dólar e o juro futuro (2018) quase 22%.
  12. Para a segunda metade do ano, além das questões locais, que vão além da economia, temos que ter muita atenção com o desenrolar da economia norte-americana (há uma nova recessão no horizonte?), China e Zona do Euro, principalmente por conta da saída do Reino Unido na comunidade europeia.
  13. Mas, nosso viés básico é de que os preços dos ativos locais tendem a seguir uma trilha de recuperação lenta ao longo dos próximos meses.
Ateciosamente, 

Equipe Grau Gestão

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