Carta Mensal – Março 2014

No mês de fevereiro a onda de preocupação com mercados emergentes iniciada no mês passado teve uma pausa. Moedas que se desvalorizaram bastante em janeiro se recuperaram um pouco neste mês, como a Lira Turca que ganhou 2,2% do dólar americano.

Essa melhora no humor dos emergentes, somado aos dados melhores de atividade global, fizeram com que os ativos de riscos tivessem boa performance, com destaque para altas expressivas nas bolsas americanas e europeias.

No Brasil infelizmente não podemos dizer a mesma coisa. Apesar da recuperação do real contra o dólar em fevereiro, as preocupações continuam as mesmas. Desaceleração mais generalizada nos dados de confiança e atividade, como a forte queda da produção industrial, e dados piores no varejo, somados à inflação ainda alta e preocupação com dados fiscais, não ajudaram a bolsa brasileira a recuperar o fraco início do ano.

Nos EUA, alguns dados já sem o impacto do clima, que deprimiram resultados do inicio do ano, mostraram uma melhora de atividade. Esta corroborada pelos discursos de diversos membros do FED sugerindo que a piora dos dados de janeiro veio dos efeitos do clima e que a contínua recuperação da atividade está em curso não mudando a estratégia do “taper”.

As novas preocupações dos mercados vieram principalmente da China. Juros subindo, problemas com crédito, abrupta reversão da valorização do yuan e dados de atividade mais fracos reacenderam as dúvidas em relação ao crescimento chinês. Isso provocou fortes quedas nos mercados de commodities industriais como minério de ferro e cobre.

Mantivemos as carteiras com baixo risco alocado, aumentando um pouco a exposição em alguns papéis na bolsa brasileira. No mercado de juros locais, apesar da redução do ritmo de alta da Selic pelo Copom, a fraca situação fiscal ainda vai demandar bastante prêmio na curva de juros, não favorecendo uma maior alocação de risco nesse mercado.

Equipe Grau Gestão

Read more

Carta Mensal – Fevereiro 2014

Janeiro de 2014 se foi. E pareceu mais uma extensão de 2013 do que um ano novo com esperanças de melhora. Principalmente para os ativos no Brasil.

Como falamos na carta anterior, esperamos a continuação de um cenário bem ruim para o Brasil em 2014, mas o mês de boas vindas surpreendeu pela velocidade de deterioração.

A bolsa brasileira teve queda de 7,5% (dessa vez sem efeito das empresas X), o real se desvalorizou mais 2,2% e a curva de juros continuou o movimento de alta. Inflação e expectativa de inflação futura ainda muito alta, dados fiscais e contas externas ruins, e dados de crescimento muito baixos continuaram a afastar os investidores dos ativos locais como nos últimos meses.

A novidade do ano foi a volta da preocupação com países emergentes em decorrência do início do processo de normalização de politica monetária pelo FED. Esse processo diminui a liquidez global e evidencia os países que não fizeram a lição de casa no período de bonança e necessitam de mais financiamento externo num momento em que este se mostra mais escasso.

A desvalorização acentuada das moedas de alguns países com destaque para Lira turca e Rublo russo mostra que o apetite de risco dos investidores está pior e a resposta desses países, como a forte alta de juros pela Turquia para segurar sua moeda, vai afetar ainda mais a expectativa de crescimento dificultando a volta a um ambiente favorável a investimentos.

Iniciamos o ano com pouco risco alocado e esperando melhores oportunidades para capital de nossas carteiras. Acreditamos que essa forte queda do início do ano fez com que algumas boas alternativas já começarem a aparecer e compramos alguns papéis na bolsa brasileira que nos parece oferecerem bastante valor.

No mercado de juros locais ainda consideramos que vale o risco a alocação em pré-fixados. A inflação represada e a falta de ajuda do lado fiscal ainda vão fazer com que o prêmio na curva permaneça alto por um bom tempo.

 

 

Equipe Grau Gestão de Ativos

 

Read more

Carta Mensal – Janeiro 2014

O ano de 2013 terminou com o início do processo mais comentado e esperado pelo mercado: a redução do quantitative easing (QE).

O FOMC decidiu reduzir de US$ 85 bi para US$ 75 bi o volume de compras mensais de títulos a partir de janeiro de 2014. E mais, disse que o banco central americano só começará a subir a taxa de juros quando a taxa de desemprego estiver bem abaixo de 6,5% e inflação rodando acima de 2,0%. Tudo isso para tentar evitar a leitura que essa diminuição do QE seria equivalente a um aperto monetário e para reforçar a mensagem de condições monetárias bastante frouxas por um longo período ainda.

O mercado esperava essa decisão para o primeiro trimestre de 2014, e a reação dos mercados mostrou que o FED teve um relativo sucesso na estratégia de comunicação. Diferentemente de meados de 2013, quando o assunto começou a ser discutido e houve grande movimento de alta na curva de juros americana causando forte valorização do dólar americano e quedas nos mercados em geral, principalmente emergentes, dessa vez a resposta nos preços dos ativos foi bem mais amena.

Ao contrário dos EUA, onde os sinais de recuperação estão cada vez mais evidentes, aqui no Brasil continuamos com as mesmas preocupações.

Chegamos ao fim do ano com inflação ainda perto dos 6%. Crescimento muito baixo, em torno de 2%. Déficit em conta corrente deteriorando, e superávit primário baixo, mesmo com um volume grande de receitas extraordinárias. Esse cenário ruim, principalmente no lado fiscal, levantou a preocupação com um possível rebaixamento do rating soberano. Isso tudo, mais a fraca resposta do governo ajudaram a piorar a performance dos ativos brasileiros.

A nossa expectativa para 2014 é de manutenção desse cenário ruim para o Brasil, semelhante ao que tínhamos no início de 2013. Mas diferentemente do início do ano passado, dessa vez achamos que os preços dos mercados já refletem em grande parte esse cenário. Com isso, iniciamos o ano com pouco risco alocado e esperando oportunidades melhores.

A equipe da Grau Gestão

Read more

Carta Mensal – Outubro

São Paulo, 7 de Novembro de 2013

Prezado investidor,

No mês de Outubro, indicadores de atividade dos EUA mostraram que a economia vem perdendo força. Fraqueza nos indicadores de pedidos de bens duráveis, geração de emprego e consumo mostram que o setor privado não está conseguindo compensar o impacto negativo do maior aperto fiscal. Isto reforça que as condições de política monetária permanecerão bastante frouxas por um período prolongado de tempo.  Mantemos a visão de que a política monetária expansionista dos EUA geram efeitos negativos na economia mundial, incluindo a brasileira, por meio de pressão nas contas externas e na dinâmica de inflação.

No Brasil, os dados econômicos recentes reduziram de forma significativa o risco da economia entrar em recessão neste segundo semestre. Porém o crescimento permanece bastante fraco, reduzindo o passo para um ritmo próximo a 1,5% aa. Dados de contas externas mostraram uma nova alta no déficit em conta corrente que atingiu 3,6% do PIB em Setembro. Atividade fraca, déficit externo relevante e um banco central mais atuante no mercado de câmbio são fatores que manterão a moeda brasileira fraca contra o dólar apesar da política monetária bastante frouxa nos EUA. Dado este cenário econômico, estamos trabalhando atualmente com as seguintes estratégias de investimentos.

No mercado de renda fixa doméstico, temos reduzido gradualmente o prazo médio da carteira de renda fixa em função da queda do risco da economia brasileira entrar em recessão e da deterioração da dinâmica da inflação em Outubro. No mercado de renda fixa internacional mantemos a alocação em títulos corporativos brasileiros.

No mercado de renda variável temos trabalhado com posições vendidas nos setores de transporte, siderúrgico e consumo.

No mercado de câmbio temos trabalhado atualmente com posições compradas em dólar. Acreditamos que as rolagens parciais dos derivativos de câmbio pelo BC que vencem nos próximos meses contribuirão para desvalorizar o Real.

A equipe da Grau Gestão 

Read more

Debate de Cenário Macroeconômico

Comentário Semanal da Gestão

Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

Cenário econômico

Contra as expectativas do mercado, o banco central americano (Fed) decidiu manter a atual política de estímulo monetário postergando o início da redução do afrouxamento quantitativo (QE). Incertezas quanto à força da recuperação da economia e riscos de aperto fiscal foram alguns dos fatores que influenciaram a decisão do Fed. De forma geral, a fraqueza da recuperação da economia mundial tem levado os bancos centrais globais a adotarem medidas mais cautelosas com relação à retirada de estímulos.

Acreditamos que o impacto da decisão do Fed é negativo para o Brasil. Isto porque o Real (BRL) mais fraco vinha sendo um dos poucos fatores de estímulo para a economia e o impacto da decisão no dólar (USD) tenderá a amenizar o estímulo no Brasil. Mantemos o cenário de que o Brasil está em recessão econômica neste segundo semestre.

Posições
Mercado de renda variável

* Reduzimos as posições vendidas no setor aeronáutico e mantivemos no setor siderúrgico e bolsa americana.

* Mantivemos posições vendidas no setor de consumo.

Mercado de renda fixa

* Reduzimos a posição em papéis indexados à inflação.

Mercado de câmbio

* Montamos posição comprada em dólar contra real.

Read more

Debate de Cenário Macroeconômico

Comentário Semanal da Gestão Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Cenário Econômico

Ocorre esta semana a tão esperada reunião do comitê de política monetária do banco central americano onde deverá ter início a redução do afrouxamento quantitativo. A forte correção no mercado de renda fixa americano ao longo dos últimos meses indica que parte do ajuste das condições menos favoráveis de liquidez já está precificada.

Algumas surpresas positivas tem sido observadas no Brasil, como por exemplo, a expansão de 1,9%m/m das vendas do varejo em Julho.

Acreditamos que estes dados mais favoráveis serão revertidos no quarto trimestre, pois refletem uma retomada de vendas após o impacto das manifestações de Junho e a desaceleração temporária da inflação. Mantemos o cenário de PIB negativo no Brasil no terceiro e quarto trimestres.

Posições

Mercado de renda variável

* Mantivemos as posições vendidas no setor aeronáutico, siderúrgico e bolsa americana. * Montamos posições vendidas no setor de consumo. * Zeramos posições compradas em empresas no setor de commodities.

Mercado de renda fixa

* Mantivemos a posição em papéis indexados à inflação.

Mercado de câmbio

* Executando operações táticas de curto prazo (compra e venda) na faixa entre 2,25 e 2,30.

Read more

Debate de Cenário Macroeconômico

Semana de 21 de Agosto 2013

O cenário econômico global continua mostrando sinais preocupantes. Alguns destaques recentes foram os resultados decepcionantes de empresas europeias não apenas em relação aos números do segundo trimestre, mas também referentes ao guidance para o restante do ano.

No Brasil, indicadores econômicos continuam mostrando fraqueza, com destaque para os dados de vendas do varejo que mostraram expansão de apenas 1,7%a.a. em Junho. O fraco desempenho atual da economia indica que o PIB deverá apresentar contração no terceiro trimestre.

Os EUA – apesar dos números mais estáveis da economia – continuam sofrendo um processo gradual de revisões para baixo nas projeções do mercado de crescimento econômico para 2013.

Este cenário econômico mais adverso tem tido forte influência na reprecificação de ativos financeiros, principalmente nos mercados emergentes. A fraqueza dos fundamentos do Brasil tem exacerbado ainda mais os movimentos nos mercados domésticos. Nossas estratégias de investimento tem se beneficiado desta reprecificação.

Posições

Mercado de renda variável O cenário econômico – baixo crescimento e menor estímulo monetário – se mantem favorável para posições vendidas em bolsa. Aproveitamos a recente alta do mercado para retomar as posições vendidas com concentração nos setores aeronáutico, siderurgia e consumo.

Mercado de renda fixa

Mantemos a estratégia de estender gradualmente o prazo médio de nossa carteira em função do nosso cenário de juros: +0,50% em Agosto e +0,25% em Outubro, estabilizando a taxa SELIC em 9,25%. A nossa expectativa de inflação para os próximos 24 meses a 6,5%aa nos leva a fazer a alocação por meio de títulos públicos indexados a inflação. A alocação tem se concentrado em NTN-B 2015.

Mercado de câmbio

Fundamentos dos EUA vs Brasil continuam a favorecer o dólar americano. Porém o USD/BRL atingiu o nosso preço target de 2,40. Zeramos as posições compradas e temos a intenção de retomar as posições compradas em dólar quando a taxa de câmbio migrar para a faixa inferior do range de 2,20 a 2,40 no qual acreditamos que o USD/BRL deverá trabalhar ao longo do segundo semestre.

Read more

Carta Mensal Macro – Agosto

Prezado investidor,

Expectativas de crescimento econômico global continuam em tendência de queda. A mais recente pesquisa do banco JP Morgan mostrou uma nova queda no consenso de mercado para o crescimento do PIB mundial em 2013, atingindo 2,3%a.a. no levantamento de Julho.

Os países emergentes em geral, com destaque para China, Índia e Brasil, tem sido a maior fonte de surpresas negativas. Além da fraqueza nos indicadores correntes destas regiões, os indicadores antecedentes não apresentam sinais de retomada importante da atividade para os próximos meses. No Brasil, os sinais de fraqueza da atividade econômica se mostram cada vez mais generalizados, atingindo também o setor de consumo e serviços em função da moderação do mercado de trabalho e aceleração da inflação. O cenário prospectivo no Brasil se mostra bastante desafiador, pois a recente de desvalorização do real deverá resultar em uma nova rodada de pressão inflacionária ao longo do segundo semestre.

As economias avançadas como EUA e Europa apresentaram sinais de estabilização neste início de terceiro trimestre. No caso da Europa, o risco de uma recessão severa diminuiu sensivelmente, porém não devemos esperar que a região volte a apresentar taxas de crescimento elevadas no próximos trimestres.

Nos EUA, indicadores fracos de investimento em capacidade produtiva (capex) ao final do 2º trimestre reforçam a fragilidade da atual dinâmica de crescimento. De qualquer forma, os indicadores do mercado imobiliário americano continuam a mostrar sinais de estabilização, com duas implicações importantes para os mercados financeiros globais. Primeiro, como descrito em nossas cartas anteriores, a menor necessidade de estímulo monetário pelo Federal Reserve resultará em níveis mais elevados de taxas de juros no mercado de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o real do Brasil, mas contra moedas de forma geral.

A evolução do quadro econômico global tem se mantido em linha com o cenário básico da Grau Gestão de Ativos, nos levando a manter inalterada nossas estratégias de investimento para os próximos meses.

No mercado de renda fixa on shore, passamos a estender gradualmente o prazo médio das carteiras dado o nosso cenário de estabilidade da SELIC em 9,25% a partir do quarto trimestre. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, continuamos a aproveitar a recente alta das taxas de juros para aumentar em títulos de empresas brasileiras. Essa alocação deverá se beneficiar em um ambiente de baixo crescimento econômico e excesso de liquidez global.

No mercado de renda variável, continuamos a manter posições vendidas dado o nosso cenário de crescimento econômico e lucros corporativos mais baixos. Acreditamos que o setor de consumo apresenta o maior espaço para uma correção para baixo de preços das ações, porém também mantemos posições vendidas em siderurgia, bancos e indústria. Operações long and short continuam a ser utilizadas extensivamente em nossas carteiras para melhorar a relação risco x retorno das mesmas.

No mercado de câmbio temos mantido posições compradas em dólar (USD) contra o real (BRL).

Acreditamos que o ambiente econômico e financeiro para os próximos meses será bastante desafiador, principalmente no Brasil, com um balanço de riscos desfavorável em termos de inflação e crescimento econômico. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos focados na implementação de estratégias para proteger e rentabilizar a carteira de nossos investidores neste ambiente adverso.

No mês de julho o fundo Grau Macro rendeu 1,34%. As principais contribuições positivas vieram em posições vendidas em ações e no mercado de juros locais.

A Equipe da Grau Gestão de Ativos

Read more

Carta Mensal África – Agosto

Prezado investidor,

Expectativas de crescimento econômico global continuam em tendência de queda. A mais recente pesquisa do banco JP Morgan mostrou uma nova queda no consenso de mercado para o crescimento do PIB mundial em 2013, atingindo 2,3%a.a. no levantamento de Julho.

Os países emergentes em geral, com destaque para China, Índia e Brasil, tem sido a maior fonte de surpresas negativas. Além da fraqueza nos indicadores correntes destas regiões, os indicadores antecedentes não apresentam sinais de retomada importante da atividade para os próximos meses. No Brasil, os sinais de fraqueza da atividade econômica se mostram cada vez mais generalizados, atingindo também o setor de consumo e serviços em função da moderação do mercado de trabalho e aceleração da inflação. O cenário prospectivo no Brasil se mostra bastante desafiador, pois a recente de desvalorização do real deverá resultar em uma nova rodada de pressão inflacionária ao longo do segundo semestre.

As economias avançadas como EUA e Europa apresentaram sinais de estabilização neste início de terceiro trimestre. No caso da Europa, o risco de uma recessão severa diminuiu sensivelmente, porém não devemos esperar que a região volte a apresentar taxas de crescimento elevadas no próximos trimestres.

Nos EUA, indicadores fracos de investimento em capacidade produtiva (capex) ao final do 2º trimestre reforçam a fragilidade da atual dinâmica de crescimento. De qualquer forma, os indicadores do mercado imobiliário americano continuam a mostrar sinais de estabilização, com duas implicações importantes para os mercados financeiros globais. Primeiro, como descrito em nossas cartas anteriores, a menor necessidade de estímulo monetário pelo Federal Reserve resultará em níveis mais elevados de taxas de juros no mercado de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o real do Brasil, mas contra moedas de forma geral.

A evolução do quadro econômico global tem se mantido em linha com o cenário básico da Grau Gestão de Ativos, nos levando a manter inalterada nossas estratégias de investimento para os próximos meses.

No mercado de renda fixa on shore, passamos a estender gradualmente o prazo médio das carteiras dado o nosso cenário de estabilidade da SELIC em 9,25% a partir do quarto trimestre. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, continuamos a aproveitar a recente alta das taxas de juros para aumentar em títulos de empresas brasileiras. Essa alocação deverá se beneficiar em um ambiente de baixo crescimento econômico e excesso de liquidez global.

No mercado de renda variável, continuamos a manter posições vendidas dado o nosso cenário de crescimento econômico e lucros corporativos mais baixos. Acreditamos que o setor de consumo apresenta o maior espaço para uma correção para baixo de preços das ações, porém também mantemos posições vendidas em siderurgia, bancos e indústria. Operações long and short continuam a ser utilizadas extensivamente em nossas carteiras para melhorar a relação risco x retorno das mesmas.

No mercado de câmbio temos mantido posições compradas em dólar (USD) contra o real (BRL).

Acreditamos que o ambiente econômico e financeiro para os próximos meses será bastante desafiador, principalmente no Brasil, com um balanço de riscos desfavorável em termos de inflação e crescimento econômico. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos focados na implementação de estratégias para proteger e rentabilizar a carteira de nossos investidores neste ambiente adverso.

No mês de julho o fundo Grau África rendeu 1,04%. Contribuíram para a boa performance posições no mercado de moedas, juros locais e posições vendidas no mercado acionário.

A Equipe da Grau Gestão de Ativos

Read more

Carta Mensal Savana – Agosto

Prezado investidor,

Expectativas de crescimento econômico global continuam em tendência de queda. A mais recente pesquisa do banco JP Morgan mostrou uma nova queda no consenso de mercado para o crescimento do PIB mundial em 2013, atingindo 2,3%a.a. no levantamento de Julho.

Os países emergentes em geral, com destaque para China, Índia e Brasil, tem sido a maior fonte de surpresas negativas. Além da fraqueza nos indicadores correntes destas regiões, os indicadores antecedentes não apresentam sinais de retomada importante da atividade para os próximos meses. No Brasil, os sinais de fraqueza da atividade econômica se mostram cada vez mais generalizados, atingindo também o setor de consumo e serviços em função da moderação do mercado de trabalho e aceleração da inflação. O cenário prospectivo no Brasil se mostra bastante desafiador, pois a recente de desvalorização do real deverá resultar em uma nova rodada de pressão inflacionária ao longo do segundo semestre.

As economias avançadas como EUA e Europa apresentaram sinais de estabilização neste início de terceiro trimestre. No caso da Europa, o risco de uma recessão severa diminuiu sensivelmente, porém não devemos esperar que a região volte a apresentar taxas de crescimento elevadas no próximos trimestres.

Nos EUA, indicadores fracos de investimento em capacidade produtiva (capex) ao final do 2º trimestre reforçam a fragilidade da atual dinâmica de crescimento. De qualquer forma, os indicadores do mercado imobiliário americano continuam a mostrar sinais de estabilização, com duas implicações importantes para os mercados financeiros globais. Primeiro, como descrito em nossas cartas anteriores, a menor necessidade de estímulo monetário pelo Federal Reserve resultará em níveis mais elevados de taxas de juros no mercado de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o real do Brasil, mas contra moedas de forma geral.

A evolução do quadro econômico global tem se mantido em linha com o cenário básico da Grau Gestão de Ativos, nos levando a manter inalterada nossas estratégias de investimento para os próximos meses.

No mercado de renda fixa on shore, passamos a estender gradualmente o prazo médio das carteiras dado o nosso cenário de estabilidade da SELIC em 9,25% a partir do quarto trimestre. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, continuamos a aproveitar a recente alta das taxas de juros para aumentar em títulos de empresas brasileiras. Essa alocação deverá se beneficiar em um ambiente de baixo crescimento econômico e excesso de liquidez global.

No mercado de renda variável, continuamos a manter posições vendidas dado o nosso cenário de crescimento econômico e lucros corporativos mais baixos. Acreditamos que o setor de consumo apresenta o maior espaço para uma correção para baixo de preços das ações, porém também mantemos posições vendidas em siderurgia, bancos e indústria. Operações long and short continuam a ser utilizadas extensivamente em nossas carteiras para melhorar a relação risco x retorno das mesmas.

No mercado de câmbio temos mantido posições compradas em dólar (USD) contra o real (BRL).

Acreditamos que o ambiente econômico e financeiro para os próximos meses será bastante desafiador, principalmente no Brasil, com um balanço de riscos desfavorável em termos de inflação e crescimento econômico. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos focados na implementação de estratégias para proteger e rentabilizar a carteira de nossos investidores neste ambiente adverso.

No mês de julho o fundo Grau Savana Institucional rendeu 0,57%. As principais contribuições positivas vieram de posições em crédito privado.

A Equipe da Grau Gestão de Ativos

Read more