Carta Mensal Long Short – Agosto

Prezado investidor, Expectativas de crescimento econômico global continuam em tendência de queda. A mais recente pesquisa do banco JP Morgan mostrou uma nova queda no consenso de mercado para o crescimento do PIB mundial em 2013, atingindo 2,3%a.a. no levantamento de Julho.

Os países emergentes em geral, com destaque para China, Índia e Brasil, tem sido a maior fonte de surpresas negativas. Além da fraqueza nos indicadores correntes destas regiões, os indicadores antecedentes não apresentam sinais de retomada importante da atividade para os próximos meses. No Brasil, os sinais de fraqueza da atividade econômica se mostram cada vez mais generalizados, atingindo também o setor de consumo e serviços em função da moderação do mercado de trabalho e aceleração da inflação. O cenário prospectivo no Brasil se mostra bastante desafiador, pois a recente de desvalorização do real deverá resultar em uma nova rodada de pressão inflacionária ao longo do segundo semestre.

As economias avançadas como EUA e Europa apresentaram sinais de estabilização neste início de terceiro trimestre. No caso da Europa, o risco de uma recessão severa diminuiu sensivelmente, porém não devemos esperar que a região volte a apresentar taxas de crescimento elevadas no próximos trimestres.

Nos EUA, indicadores fracos de investimento em capacidade produtiva (capex) ao final do 2º trimestre reforçam a fragilidade da atual dinâmica de crescimento. De qualquer forma, os indicadores do mercado imobiliário americano continuam a mostrar sinais de estabilização, com duas implicações importantes para os mercados financeiros globais. Primeiro, como descrito em nossas cartas anteriores, a menor necessidade de estímulo monetário pelo Federal Reserve resultará em níveis mais elevados de taxas de juros no mercado de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o real do Brasil, mas contra moedas de forma geral.

A evolução do quadro econômico global tem se mantido em linha com o cenário básico da Grau Gestão de Ativos, nos levando a manter inalterada nossas estratégias de investimento para os próximos meses. No mercado de renda fixa on shore, passamos a estender gradualmente o prazo médio das carteiras dado o nosso cenário de estabilidade da SELIC em 9,25% a partir do quarto trimestre. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, continuamos a aproveitar a recente alta das taxas de juros para aumentar em títulos de empresas brasileiras. Essa alocação deverá se beneficiar em um ambiente de baixo crescimento econômico e excesso de liquidez global.

No mercado de renda variável, continuamos a manter posições vendidas dado o nosso cenário de crescimento econômico e lucros corporativos mais baixos. Acreditamos que o setor de consumo apresenta o maior espaço para uma correção para baixo de preços das ações, porém também mantemos posições vendidas em siderurgia, bancos e indústria. Operações long and short continuam a ser utilizadas extensivamente em nossas carteiras para melhorar a relação risco x retorno das mesmas.

No mercado de câmbio temos mantido posições compradas em dólar (USD) contra o real (BRL).

Acreditamos que o ambiente econômico e financeiro para os próximos meses será bastante desafiador, principalmente no Brasil, com um balanço de riscos desfavorável em termos de inflação e crescimento econômico. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos focados na implementação de estratégias para proteger e rentabilizar a carteira de nossos investidores neste ambiente adverso.

O fundo Grau Long Short rendeu 1,53% no mês de julho. A boa rentabilidade veio principalmente de posições vendidas em ações e long short entre CSN e Usiminas.

A Equipe da Grau Gestão de Ativos

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Carta Mensal Macro – Julho

Prezado investidor,

O mês de junho foi marcado pela incorporação nos preços dos ativos financeiros de forma bastante contundente de um ambiente econômico menos favorável. Este ambiente está em linha com o cenário que a Grau Gestão de Ativos vem trabalhado ao longo deste ano.

A consolidação de um cenário global de crescimento econômico mais baixo - resultando em lucros corporativos declinantes - e menores estímulos monetários e fiscais levaram a uma forte queda no preço das ações no mercado de renda variável, a um significante aumento nas taxas de juros no mercado de renda fixa e a um fortalecimento generalizado do dólar americano no mercado de câmbio. Acreditamos que o processo de reprecificação de ativos financeiros ainda não terminou, o que resultará em boas oportunidades de investimentos para o segundo semestre.

Os indicadores econômicos divulgados para o mês de junho se mantém em linha com o nosso cenário básico. Os indicadores PMI industrial (Purchasing Managers Index) mostraram que a economia mundial continuou perdendo força ao longo do segundo trimestre. Alguns destaques de desaceleração no último mês foram a China e Europa. No caso da Europa, além do indicador PMI se manter em patamar recessivo, o componente ‘novos pedidos de exportação’ apresentou queda importante. Dado que exportações tem sido o único motor de crescimento da região, esse último indicador reforça que o cenário econômico Europeu ainda é desfavorável.

Os EUA também tem mostrado sinais importantes de enfraquecimento da economia, principalmente no setor industrial, o que tem levado o mercado a iniciar uma nova rodada de revisões para baixo das projeções de PIB para 2013. Porém dados mais favoráveis tem sido observados no mercado imobiliário, onde existem sinais bastante disseminados de estabilização. Dado que o mercado imobiliário foi o grande fator desestabilizador da economia americana desde a grande crise de 2008, sinais de estabilização neste mercado terão implicações bastante importantes para os mercados financeiros não só americanos, mas globais. Acreditamos existem duas importantes implicações para os mercados financeiros. Primeiro, a menor necessidade de novas rodadas de estímulo monetário pelo banco central americano (Federal Reserve) resultará em níveis mais elevados de taxas de juros nos mercados de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o Real, mas também contra as moedas das principais economias.

No Brasil os sinais de fraqueza da economia também são bastante evidentes. Um destaque é o mercado de trabalho que mostra estagnação tanto na geração de novas vagas quanto no crescimento da renda real. Outro destaque foi o relatório de crédito bancário que mostra que os bancos privados ainda não estão retomando a expansão do crédito.

Apesar dos sinais de estabilização da economia dos EUA, mantemos o cenário básico de que a economia mundial continuará a apresentar um nível baixo de crescimento econômico ao longo do segundo semestre, diferentemente do consenso de mercado que espera uma retomada a partir do terceiro trimestre. Como temos apresentado em nossos comunicados, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio do aumento da poupança privada e público e do aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo – limitando a oferta de crédito – serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

A estratégia de investimentos da Grau Gestão de Ativos, permanece inalterada para o segundo semestre.

No mercado renda fixa on shore, o mercado de renda fixa passou a precificar nosso cenário de juros (SELIC em 9,25% no 4º trimestre) e embutir um prêmio adequado para iniciarmos a extensão de prazo médio de nossas carteiras. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, estamos aproveitando a recente alta das taxas de juros para aumentar a alocação em títulos de empresas brasileiras pois estas oferecem uma boa relação risco x retorno em um ambiente de baixo crescimento econômico e ampla liquidez global.

No mercado de renda variável, o cenário de baixo crescimento econômico e, consequentemente, baixos lucros corporativos nos leva a manter posições vendidas em nossas carteiras, com concentração no setor siderúrgico, bancos, indústria e consumo. Porém a rápida correção dos preços das ações e a incorporação no mercado de renda fixa das condições mais apertadas de liquidez nos leva a reduzir sensivelmente os tamanhos das posições vendidas. No mercado internacional temos mantido posições vendidas em ações francesas (MSCI França). Operações long and short continuam sendo utilizadas extensivamente em nossas carteiras com o objetivo de melhorar a relação risco vs retorno das mesmas.

No mês de Junho, a posição vendida em Embraer penalizou fortemente a rentabilidade de nossas carteiras. O baixo número efetivo de aeronaves entregues e a lucratividade declinante reforçam que os fundamentos macro e microeconômicos são favoráveis para nossa posição vendida. O ano de 2013 está se confirmando como um ano bastante desafiador em termos de proteção e rentabilização das carteiras de investimentos. Acreditamos que o segundo semestre não será diferente. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos a trabalhar transformar esse ambiente desafiador e adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de junho o fundo Grau Macro rendeu 0,65%. A principal contribuição positiva veio de posições no mercado de juros. Posição vendida em ação específica afetou de maneira negativa o retorno do fundo.

A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Carta Mensal Long Short – Julho

Prezado investidor,

O mês de junho foi marcado pela incorporação nos preços dos ativos financeiros de forma bastante contundente de um ambiente econômico menos favorável. Este ambiente está em linha com o cenário que a Grau Gestão de Ativos vem trabalhado ao longo deste ano.

A consolidação de um cenário global de crescimento econômico mais baixo - resultando em lucros corporativos declinantes - e menores estímulos monetários e fiscais levaram a uma forte queda no preço das ações no mercado de renda variável, a um significante aumento nas taxas de juros no mercado de renda fixa e a um fortalecimento generalizado do dólar americano no mercado de câmbio. Acreditamos que o processo de reprecificação de ativos financeiros ainda não terminou, o que resultará em boas oportunidades de investimentos para o segundo semestre.

Os indicadores econômicos divulgados para o mês de junho se mantém em linha com o nosso cenário básico. Os indicadores PMI industrial (Purchasing Managers Index) mostraram que a economia mundial continuou perdendo força ao longo do segundo trimestre. Alguns destaques de desaceleração no último mês foram a China e Europa. No caso da Europa, além do indicador PMI se manter em patamar recessivo, o componente ‘novos pedidos de exportação’ apresentou queda importante. Dado que exportações tem sido o único motor de crescimento da região, esse último indicador reforça que o cenário econômico Europeu ainda é desfavorável.

Os EUA também tem mostrado sinais importantes de enfraquecimento da economia, principalmente no setor industrial, o que tem levado o mercado a iniciar uma nova rodada de revisões para baixo das projeções de PIB para 2013. Porém dados mais favoráveis tem sido observados no mercado imobiliário, onde existem sinais bastante disseminados de estabilização. Dado que o mercado imobiliário foi o grande fator desestabilizador da economia americana desde a grande crise de 2008, sinais de estabilização neste mercado terão implicações bastante importantes para os mercados financeiros não só americanos, mas globais. Acreditamos existem duas importantes implicações para os mercados financeiros. Primeiro, a menor necessidade de novas rodadas de estímulo monetário pelo banco central americano (Federal Reserve) resultará em níveis mais elevados de taxas de juros nos mercados de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o Real, mas também contra as moedas das principais economias.

No Brasil os sinais de fraqueza da economia também são bastante evidentes. Um destaque é o mercado de trabalho que mostra estagnação tanto na geração de novas vagas quanto no crescimento da renda real. Outro destaque foi o relatório de crédito bancário que mostra que os bancos privados ainda não estão retomando a expansão do crédito.

Apesar dos sinais de estabilização da economia dos EUA, mantemos o cenário básico de que a economia mundial continuará a apresentar um nível baixo de crescimento econômico ao longo do segundo semestre, diferentemente do consenso de mercado que espera uma retomada a partir do terceiro trimestre. Como temos apresentado em nossos comunicados, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio do aumento da poupança privada e público e do aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo – limitando a oferta de crédito – serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

A estratégia de investimentos da Grau Gestão de Ativos, permanece inalterada para o segundo semestre.

No mercado renda fixa on shore, o mercado de renda fixa passou a precificar nosso cenário de juros (SELIC em 9,25% no 4º trimestre) e embutir um prêmio adequado para iniciarmos a extensão de prazo médio de nossas carteiras. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, estamos aproveitando a recente alta das taxas de juros para aumentar a alocação em títulos de empresas brasileiras pois estas oferecem uma boa relação risco x retorno em um ambiente de baixo crescimento econômico e ampla liquidez global.

No mercado de renda variável, o cenário de baixo crescimento econômico e, consequentemente, baixos lucros corporativos nos leva a manter posições vendidas em nossas carteiras, com concentração no setor siderúrgico, bancos, indústria e consumo. Porém a rápida correção dos preços das ações e a incorporação no mercado de renda fixa das condições mais apertadas de liquidez nos leva a reduzir sensivelmente os tamanhos das posições vendidas. No mercado internacional temos mantido posições vendidas em ações francesas (MSCI França). Operações long and short continuam sendo utilizadas extensivamente em nossas carteiras com o objetivo de melhorar a relação risco vs retorno das mesmas.

No mês de Junho, a posição vendida em Embraer penalizou fortemente a rentabilidade de nossas carteiras. O baixo número efetivo de aeronaves entregues e a lucratividade declinante reforçam que os fundamentos macro e microeconômicos são favoráveis para nossa posição vendida. O ano de 2013 está se confirmando como um ano bastante desafiador em termos de proteção e rentabilização das carteiras de investimentos. Acreditamos que o segundo semestre não será diferente. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos a trabalhar transformar esse ambiente desafiador e adverso em rentabilidade para nossos investidores.

O fundo Grau Long Short rendeu 1,17% no mês de junho. A boa rentabilidade veio principalmente de posições de entre CSN e Usiminas e venda de bolsa no Brasil contra bolsa americana.

A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Carta Mensal África – Julho

Prezado investidor,

O mês de junho foi marcado pela incorporação nos preços dos ativos financeiros de forma bastante contundente de um ambiente econômico menos favorável. Este ambiente está em linha com o cenário que a Grau Gestão de Ativos vem trabalhado ao longo deste ano.

A consolidação de um cenário global de crescimento econômico mais baixo - resultando em lucros corporativos declinantes - e menores estímulos monetários e fiscais levaram a uma forte queda no preço das ações no mercado de renda variável, a um significante aumento nas taxas de juros no mercado de renda fixa e a um fortalecimento generalizado do dólar americano no mercado de câmbio. Acreditamos que o processo de reprecificação de ativos financeiros ainda não terminou, o que resultará em boas oportunidades de investimentos para o segundo semestre.

Os indicadores econômicos divulgados para o mês de junho se mantém em linha com o nosso cenário básico. Os indicadores PMI industrial (Purchasing Managers Index) mostraram que a economia mundial continuou perdendo força ao longo do segundo trimestre. Alguns destaques de desaceleração no último mês foram a China e Europa. No caso da Europa, além do indicador PMI se manter em patamar recessivo, o componente ‘novos pedidos de exportação’ apresentou queda importante. Dado que exportações tem sido o único motor de crescimento da região, esse último indicador reforça que o cenário econômico Europeu ainda é desfavorável.

Os EUA também tem mostrado sinais importantes de enfraquecimento da economia, principalmente no setor industrial, o que tem levado o mercado a iniciar uma nova rodada de revisões para baixo das projeções de PIB para 2013. Porém dados mais favoráveis tem sido observados no mercado imobiliário, onde existem sinais bastante disseminados de estabilização. Dado que o mercado imobiliário foi o grande fator desestabilizador da economia americana desde a grande crise de 2008, sinais de estabilização neste mercado terão implicações bastante importantes para os mercados financeiros não só americanos, mas globais. Acreditamos existem duas importantes implicações para os mercados financeiros. Primeiro, a menor necessidade de novas rodadas de estímulo monetário pelo banco central americano (Federal Reserve) resultará em níveis mais elevados de taxas de juros nos mercados de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o Real, mas também contra as moedas das principais economias.

No Brasil os sinais de fraqueza da economia também são bastante evidentes. Um destaque é o mercado de trabalho que mostra estagnação tanto na geração de novas vagas quanto no crescimento da renda real. Outro destaque foi o relatório de crédito bancário que mostra que os bancos privados ainda não estão retomando a expansão do crédito.

Apesar dos sinais de estabilização da economia dos EUA, mantemos o cenário básico de que a economia mundial continuará a apresentar um nível baixo de crescimento econômico ao longo do segundo semestre, diferentemente do consenso de mercado que espera uma retomada a partir do terceiro trimestre. Como temos apresentado em nossos comunicados, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio do aumento da poupança privada e público e do aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo – limitando a oferta de crédito – serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

A estratégia de investimentos da Grau Gestão de Ativos, permanece inalterada para o segundo semestre.

No mercado renda fixa on shore, o mercado de renda fixa passou a precificar nosso cenário de juros (SELIC em 9,25% no 4º trimestre) e embutir um prêmio adequado para iniciarmos a extensão de prazo médio de nossas carteiras. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, estamos aproveitando a recente alta das taxas de juros para aumentar a alocação em títulos de empresas brasileiras pois estas oferecem uma boa relação risco x retorno em um ambiente de baixo crescimento econômico e ampla liquidez global.

No mercado de renda variável, o cenário de baixo crescimento econômico e, consequentemente, baixos lucros corporativos nos leva a manter posições vendidas em nossas carteiras, com concentração no setor siderúrgico, bancos, indústria e consumo. Porém a rápida correção dos preços das ações e a incorporação no mercado de renda fixa das condições mais apertadas de liquidez nos leva a reduzir sensivelmente os tamanhos das posições vendidas. No mercado internacional temos mantido posições vendidas em ações francesas (MSCI França). Operações long and short continuam sendo utilizadas extensivamente em nossas carteiras com o objetivo de melhorar a relação risco vs retorno das mesmas.

No mês de Junho, a posição vendida em Embraer penalizou fortemente a rentabilidade de nossas carteiras. O baixo número efetivo de aeronaves entregues e a lucratividade declinante reforçam que os fundamentos macro e microeconômicos são favoráveis para nossa posição vendida. O ano de 2013 está se confirmando como um ano bastante desafiador em termos de proteção e rentabilização das carteiras de investimentos. Acreditamos que o segundo semestre não será diferente. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos a trabalhar transformar esse ambiente desafiador e adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de junho o fundo Grau África rendeu 0,28%. A principal contribuição negativa para a rentabilidade do fundo veio de posições vendidas em empresa do setor industrial.

A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Carta Mensal Savana – Julho

Prezado investidor,

O mês de junho foi marcado pela incorporação nos preços dos ativos financeiros de forma bastante contundente de um ambiente econômico menos favorável. Este ambiente está em linha com o cenário que a Grau Gestão de Ativos vem trabalhado ao longo deste ano.

A consolidação de um cenário global de crescimento econômico mais baixo - resultando em lucros corporativos declinantes - e menores estímulos monetários e fiscais levaram a uma forte queda no preço das ações no mercado de renda variável, a um significante aumento nas taxas de juros no mercado de renda fixa e a um fortalecimento generalizado do dólar americano no mercado de câmbio. Acreditamos que o processo de reprecificação de ativos financeiros ainda não terminou, o que resultará em boas oportunidades de investimentos para o segundo semestre.

Os indicadores econômicos divulgados para o mês de junho se mantém em linha com o nosso cenário básico. Os indicadores PMI industrial (Purchasing Managers Index) mostraram que a economia mundial continuou perdendo força ao longo do segundo trimestre. Alguns destaques de desaceleração no último mês foram a China e Europa. No caso da Europa, além do indicador PMI se manter em patamar recessivo, o componente ‘novos pedidos de exportação’ apresentou queda importante. Dado que exportações tem sido o único motor de crescimento da região, esse último indicador reforça que o cenário econômico Europeu ainda é desfavorável.

Os EUA também tem mostrado sinais importantes de enfraquecimento da economia, principalmente no setor industrial, o que tem levado o mercado a iniciar uma nova rodada de revisões para baixo das projeções de PIB para 2013. Porém dados mais favoráveis tem sido observados no mercado imobiliário, onde existem sinais bastante disseminados de estabilização. Dado que o mercado imobiliário foi o grande fator desestabilizador da economia americana desde a grande crise de 2008, sinais de estabilização neste mercado terão implicações bastante importantes para os mercados financeiros não só americanos, mas globais. Acreditamos existem duas importantes implicações para os mercados financeiros. Primeiro, a menor necessidade de novas rodadas de estímulo monetário pelo banco central americano (Federal Reserve) resultará em níveis mais elevados de taxas de juros nos mercados de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o Real, mas também contra as moedas das principais economias.

No Brasil os sinais de fraqueza da economia também são bastante evidentes. Um destaque é o mercado de trabalho que mostra estagnação tanto na geração de novas vagas quanto no crescimento da renda real. Outro destaque foi o relatório de crédito bancário que mostra que os bancos privados ainda não estão retomando a expansão do crédito.

Apesar dos sinais de estabilização da economia dos EUA, mantemos o cenário básico de que a economia mundial continuará a apresentar um nível baixo de crescimento econômico ao longo do segundo semestre, diferentemente do consenso de mercado que espera uma retomada a partir do terceiro trimestre. Como temos apresentado em nossos comunicados, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio do aumento da poupança privada e público e do aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo – limitando a oferta de crédito – serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

A estratégia de investimentos da Grau Gestão de Ativos, permanece inalterada para o segundo semestre.

No mercado renda fixa on shore, o mercado de renda fixa passou a precificar nosso cenário de juros (SELIC em 9,25% no 4º trimestre) e embutir um prêmio adequado para iniciarmos a extensão de prazo médio de nossas carteiras. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, estamos aproveitando a recente alta das taxas de juros para aumentar a alocação em títulos de empresas brasileiras pois estas oferecem uma boa relação risco x retorno em um ambiente de baixo crescimento econômico e ampla liquidez global.

No mercado de renda variável, o cenário de baixo crescimento econômico e, consequentemente, baixos lucros corporativos nos leva a manter posições vendidas em nossas carteiras, com concentração no setor siderúrgico, bancos, indústria e consumo. Porém a rápida correção dos preços das ações e a incorporação no mercado de renda fixa das condições mais apertadas de liquidez nos leva a reduzir sensivelmente os tamanhos das posições vendidas. No mercado internacional temos mantido posições vendidas em ações francesas (MSCI França). Operações long and short continuam sendo utilizadas extensivamente em nossas carteiras com o objetivo de melhorar a relação risco vs retorno das mesmas.

No mês de Junho, a posição vendida em Embraer penalizou fortemente a rentabilidade de nossas carteiras. O baixo número efetivo de aeronaves entregues e a lucratividade declinante reforçam que os fundamentos macro e microeconômicos são favoráveis para nossa posição vendida. O ano de 2013 está se confirmando como um ano bastante desafiador em termos de proteção e rentabilização das carteiras de investimentos. Acreditamos que o segundo semestre não será diferente. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos a trabalhar transformar esse ambiente desafiador e adverso em rentabilidade para nossos investidores. O fundo Grau Savana rendeu 0,33% no mês de junho. A principal contribuição para a rentabilidade do fundo veio de posições em crédito privado.
A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Carta Mensal – Julho

Prezado investidor,    

O mês de junho foi marcado pela incorporação nos preços dos ativos financeiros de forma bastante contundente de um ambiente econômico menos favorável. Este ambiente está em linha com o cenário que a Grau Gestão de Ativos vem trabalhado ao longo deste ano.

A consolidação de um cenário global de crescimento econômico mais baixo - resultando em lucros corporativos declinantes - e menores estímulos monetários e fiscais levaram a uma forte queda no preço das ações no mercado de renda variável, a um significante aumento nas taxas de juros no mercado de renda fixa e a um fortalecimento generalizado do dólar americano no mercado de câmbio. Acreditamos que o processo de reprecificação de ativos financeiros ainda não terminou, o que resultará em boas oportunidades de investimentos para o segundo semestre.

Os indicadores econômicos divulgados para o mês de junho se mantém em linha com o nosso cenário básico. Os indicadores PMI industrial (Purchasing Managers Index) mostraram que a economia mundial continuou perdendo força ao longo do segundo trimestre. Alguns destaques de desaceleração no último mês foram a China e Europa. No caso da Europa, além do indicador PMI se manter em patamar recessivo, o componente ‘novos pedidos de exportação’ apresentou queda importante. Dado que exportações tem sido o único motor de crescimento da região, esse último indicador reforça que o cenário econômico Europeu ainda é desfavorável.

Os EUA também tem mostrado sinais importantes de enfraquecimento da economia, principalmente no setor industrial, o que tem levado o mercado a iniciar uma nova rodada de revisões para baixo das projeções de PIB para 2013. Porém dados mais favoráveis tem sido observados no mercado imobiliário, onde existem sinais bastante disseminados de estabilização. Dado que o mercado imobiliário foi o grande fator desestabilizador da economia americana desde a grande crise de 2008, sinais de estabilização neste mercado terão implicações bastante importantes para os mercados financeiros não só americanos, mas globais. Acreditamos existem duas importantes implicações para os mercados financeiros. Primeiro, a menor necessidade de novas rodadas de estímulo monetário pelo banco central americano (Federal Reserve) resultará em níveis mais elevados de taxas de juros nos mercados de renda fixa. Segundo, haverá pressão para a valorização do dólar, não só contra o Real, mas também contra as moedas das principais economias.

No Brasil os sinais de fraqueza da economia também são bastante evidentes. Um destaque é o mercado de trabalho que mostra estagnação tanto na geração de novas vagas quanto no crescimento da renda real. Outro destaque foi o relatório de crédito bancário que mostra que os bancos privados ainda não estão retomando a expansão do crédito.

Apesar dos sinais de estabilização da economia dos EUA, mantemos o cenário básico de que a economia mundial continuará a apresentar um nível baixo de crescimento econômico ao longo do segundo semestre, diferentemente do consenso de mercado que espera uma retomada a partir do terceiro trimestre. Como temos apresentado em nossos comunicados, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio do aumento da poupança privada e público e do aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo – limitando a oferta de crédito – serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

A estratégia de investimentos da Grau Gestão de Ativos, permanece inalterada para o segundo semestre.

No mercado renda fixa on shore, o mercado de renda fixa passou a precificar nosso cenário de juros (SELIC em 9,25% no 4º trimestre) e embutir um prêmio adequado para iniciarmos a extensão de prazo médio de nossas carteiras. Iniciamos a alocação em títulos públicos indexados a inflação com vencimento até 2015. No mercado de renda fixa off shore, estamos aproveitando a recente alta das taxas de juros para aumentar a alocação em títulos de empresas brasileiras pois estas oferecem uma boa relação risco x retorno em um ambiente de baixo crescimento econômico e ampla liquidez global.

No mercado de renda variável, o cenário de baixo crescimento econômico e, consequentemente, baixos lucros corporativos nos leva a manter posições vendidas em nossas carteiras, com concentração no setor siderúrgico, bancos, indústria e consumo. Porém a rápida correção dos preços das ações e a incorporação no mercado de renda fixa das condições mais apertadas de liquidez nos leva a reduzir sensivelmente os tamanhos das posições vendidas. No mercado internacional temos mantido posições vendidas em ações francesas (MSCI França). Operações long and short continuam sendo utilizadas extensivamente em nossas carteiras com o objetivo de melhorar a relação risco vs retorno das mesmas.

No mês de Junho, a posição vendida em Embraer penalizou fortemente a rentabilidade de nossas carteiras. O baixo número efetivo de aeronaves entregues e a lucratividade declinante reforçam que os fundamentos macro e microeconômicos são favoráveis para nossa posição vendida.

O ano de 2013 está se confirmando como um ano bastante desafiador em termos de proteção e rentabilização das carteiras de investimentos.

Acreditamos que o segundo semestre não será diferente. Nós da Grau Gestão de Ativos continuaremos a trabalhar transformar esse ambiente desafiador e adverso em rentabilidade para nossos investidores.

A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Debate de Cenário Macroeconômico

Debate de cenário macroeconômico
1. Atividade

Analistas de mercado continuam a revisar para baixo suas previsões de crescimento global. De acordo com o banco JP Morgan, o consenso para o crescimento econômico global em 2013 caiu para 2,3% em Junho (a expectativa era de 2,6% no início do ano). Os mercados emergentes continuam sendo a maior razão para as revisões para baixo no cenário de crescimento mundial, com destaque para China, Índia e Brasil.

As economias avançadas mostram sinais de estabilização do crescimento ao longo do 2º trimestre, porém ainda em um ritmo bastante fraco. Os EUA deve apresentar uma expansão entre 0,5% e 1,0% no 2º trimestre (o dado será divulgado essa semana), porém o fraqueza dos indicadores de investimento no mês de junho mostram que a velocidade de crescimento da economia americana continuará baixa nos próximos trimestres. O aperto fiscal pode ser considerado como um importante fator explicando o crescimento econômico mais baixo.

Na Europa, os dados de atividade PMI industrial e IFO da Alemanha mostram sinais de melhora em relação aos níveis muito ruins do início do 2º tri. Porém os dados de PMI industrial próximos ao nível de 50 reforçam que a região continuará a apresentar crescimento fraco no 2º semestre. A notícia positiva após a última rodada de dados é que o risco de uma recessão forte nos próximos trimestres na Europa foi reduzido de forma importante.

No Brasil, dados fracos do mercado de trabalho, com elevação da taxa de desemprego com ajuste sazonal de 5,4% para 5,8% em junho, e a fraca expansão de crédito no mês de junho reforçam que o ritmo de atividade econômica no país permanece fraco e não há sinais de aceleração para os próximos meses.

2. Inflação

Nos EUA, a inflação implícita nos títulos públicos de longo prazo se manteve no baixo patamar de 2,6%, reforçando que não há razão para o FED alterar de maneira abrupta a atual política monetária que segue bastante acomodatícia.

No Brasil, a inflação implícita nos títulos públicos de médio prazo subiu 0,2% nas últimas semanas se aproximando de 5,5%. O forte arrefecimento da atividade econômica ao longo do 2º trimestre deve manter a inflação estável no curtíssimo prazo, porém acreditamos que a alta do dólar além do baixo nível de ociosidade da economia levará a uma acentuada aceleração da inflação no 2º semestre.

3. Políticas Fiscal e Monetária

Os principais bancos centrais do mundo tomarão suas decisões de política monetária nesta semana.

O BC dos EUA (FOMC, 4ªf) deverá sinalizar o início da redução do afrouxamento quantitativo (QE) a partir de setembro. Este cenário já está devidamente precificado, sendo o fator chave que levou à forte correção do mercado de renda fixa nas últimas semanas. A redução do QE deverá ser bastante gradual mantendo as condições de liquidez ainda bastante favoráveis.

Na Europa, o ECB (5ªf) não deverá alterar a perspectiva de política monetária. Já no banco da Inglaterra (BoE) há uma pequena possibilidade de novas rodadas de estímulo, pois sinais neste sentido foram dados na ata da última reunião de política monetária.

As decisões desta semana deverão reforçar o cenário de que as condições de liquidez na economia global continuarão bastante amplas nos próximos trimestres.

4. Mercados

- Liquidez: o mercado de renda fixa global mostra sinais de estabilização após a forte correção iniciada com a expectativa de redução do afrouxamento quantitativo nos EUA. O fraco crescimento global somado as condições frouxas de política monetária global são fatores que continuarão dando suporte para as condições gerais de liquidez. - Renda variável: O JP Morgan nota que tem ocorrido uma forte rotação com fluxo de saída no mercado de renda fixa e entrada no mercado de renda variável. Além dos dados de fluxo, os resultados do S&P500 para o 2º trimestre tem se mostrado favoráveis (cerca de 50% das empresas já apresentaram resultados) com faturamento e lucros apresentando alta de 4% a.a. e 6% a.a.respectivamente. - Commodities: o mercado de commodities voltou a apresentar, de forma geral, uma tendência de enfraquecimento ao final do mês de julho, incluindo soja. O minério de ferro tem se mantido estável a $130/ton.

5.  Calendário

Os principais destaques da semana são:

Brasil: 3ªf relatório fiscal; 5af PMI industrial EUA: 3ªf confiança do consumidor; 4af dados de emprego (ADP) e PIB, decisão do FOMC; 6ªf dados de emprego (payroll) China: 5ªf PMI Industrial Europa: 5ªf Reuniões do ECB e BoE

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Debate de Cenário Macroeconômico

1. Atividade

O indicador de atividade PMI industrial Global de Junho mostrou pequena recuperação de 49,8 em Maio para 50,4 em Junho. A melhora também ocorreu no importante componente ‘novas ordens’ que atingiu 51.1. O PMI Global, incluindo ‘novos pedidos’, atingiu o maior nível em 4 meses.

Os destaques de melhora no indicador PMI foram economias avançadas (G3) e Europa Emergente. O PMI industrial Brasil se manteve estável no baixo nível de 50,4. O destaque de desaceleração em Junho foi a Ásia emergente, com destaque para a Coréia do Sul. O enfraquecimento da Ásia reforça que a desvalorização do Iene japonês está impactando negativamente o nível de atividade da região (aumento de competição).

No Brasil, os sinais de desaceleração de atividade no 2º tri são bastante disseminados. Em Maio a produção industrial apresentou desaceleração de 8,4%aa em Abril para 1,4%aa em Maio, resultando em uma queda da capacidade utilizada para 82,2%. Os sinais anedóticos do impacto das manifestações públicas nas vendas do varejo em Junho indicam que a desaceleração será sentida não apenas na indústria, mas também no comércio. O banco Credit Suisse revisou na semana passada a projeção de PIB 2013 do Brasil de 3,0% para 2,0%. A Grau Gestão mantém a projeção de 1,5% para o PIB deste ano.

O baixo nível do PMI Global reforça nosso cenário de que o crescimento mundial e brasileiro em 2013 serão inferiores ao consenso de mercado.

2. Inflação

A dinâmica de inflação continua a mostrar sinais de arrefecimento.

Nos EUA, a inflação implícita nos títulos públicos de longo prazo recuou para 2,4%, reforçando que não há razão para o Fed alterar de maneira abrupta a atual política monetária que segue bastante acomodatícia.

Na China a aceleração da inflação de alimentos deverá elevar o IPC de Junho nesta semana de 2,1% para 2,8%. Acreditamos que a inflação será um problema importante na China no 2º semestre.

No Brasil, o IPCA de Junho mostrou moderação para 0,26%m/m, incluindo núcleos que desaceleraram para 0,4%m/m. Acreditamos que a desaceleração atual é reflexo da acentuada contração da demanda no início de ano. A alta do dólar além do baixo nível de ociosidade da economia levará a uma acentuada aceleração da inflação no 2º semestre.

3. Políticas Fiscal e Monetária

O nível elevado de inflação, a alta do USD e os sinais recentes de política monetária indicam que o BC continuará a elevar a taxa SELIC nesta semana. Acreditamos em um aumento de 50pb para 8,5%, em linha com o consenso de mercado. Em nosso cenário básico, trabalhamos com 2 aumentos adicionais de 50bp em Agosto e 25bp em Outubro, levando ao encerramento do ciclo de alta de juros em 9,25%. Dados os elevados riscos fiscais e de política monetária nos EUA, acreditamos que a inclinação da curva de juros no Brasil atingirá níveis mais elevados no futuro.

Nos EUA, dados de emprego divulgados na semana passada reforçam que o Fed iniciará a redução do afrouxamento quantitativo (QE) até Setembro.

Na Europa, dirigentes do banco central europeu (ECB) e da Inglaterra (BoE) deram sinais importantes de que a política monetária nos EUA (redução de afrouxamento) não deverá ser acompanhada pela Europa. Essa divergência de política monetária tem sido importante fator sustentando a alta do dólar americano.

Na reunião do banco central japonês nesta semana não é esperado nenhum tipo de anúncio novo, pois os indicadores de atividade tem se mostrado firmes neste início de ano.

4. Mercados

- Liquidez: a crescente expectativa de redução do afrouxamento quantitativo nos EUA impactou fortemente o mercado de renda fixa global, tornando as condições de liquidez menos favoráveis. Os discursos do ECB, BoE e até mesmo do Fed indicando que o cenário de liquidez global deverá se manter favorável foi importante para estabilizar o mercado de renda fixa global nesta semana.

- Commodities: o mercado de commodities começou a mostrar alguns sinais de estabilização, incluindo soja e minério de ferro (importantes cmdts para o Brasil). Esse pode ser um sinal de que a forte correção dos mercados financeiros ocorrida neste 2º semestre pode apresentar uma pausa no curto prazo.

5.  Calendário

Os principais destaques são:

China: 3af IPC, 4af dados de balança comercial e crédito.

EUA: 4af ata do Fed, 6af IPP e confiança de Michigan.

Europa: 6af Produção industrial

Brasil: 4af COPOM; 5af Vendas do varejo.

Japão: 5af reunião BoJ.

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Carta Mensal Macro – Junho

Prezado investidor,

Nós da Grau Gestão temos mantido como cenário base um crescimento econômico global bastante deprimido por um período prolongado de tempo. Não esperamos retomada significativa de atividade econômica em 2013 tanto na economia mundial quanto na brasileira. Esse cenário também é válido para o ano de 2014.

Como temos apresentado em nossos comunicados para os investidores, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio de aumento de poupança (pública e privada) e de aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

Os dados do mês de Maio reforçam que nosso cenário básico se mantem válido. O importante indicador de nível de atividade PMI Industrial Global (Global Purchasing Managers Index) apresentou queda em Maio, atingindo o nível mais baixo dos últimos cinco meses. ‘Novos pedidos’, um importante componente do PMI, também apresentou desaceleração em Maio. Dado que ao longo dos últimos meses o indicador PMI mostrou uma nova rodada de acúmulo de estoques, a queda da relação entre ‘Novos Pedidos’ x ‘Estoques’ é um indicador antecedente que o nível de atividade global no 2º trimestre será inferior ao 1º trimestre.

Destaque de desaceleração do PMI global foi a Ásia Emergente e o Brasil. Os EUA que vinham mostrando um início de ano mais favorável também mostrou queda acentuada em Maio atingindo o nível mais fraco desde 2009.

À luz da moderação de atividade econômica e queda nos preços de commodities, a pressão inflacionária global, incluindo Brasil, tem apresentado uma tendência de arrefecimento no curto prazo.

Nosso cenário de investimentos permanece inalterado. Acreditamos que a recuperação de atividade global observada ao longo do primeiro trimestre pôde ser explicada por um mini-ciclo de recomposição de estoque. Os dados recentes mais fracos reforçam que a partir do segundo trimestre de 2013 a atividade econômica deverá desacelerar para um ritmo mais em linha com a demanda global que segue fraca.

Diferentemente do consenso de mercado, não acreditamos que o pior da crise global já passou ou que a economia mundial iniciará ao longo deste ano um ciclo de recuperação liderada pelos EUA. A grande diferença entre cenário da Grau Gestão e a percepção mais otimista do mercado nos deixa bastante confiantes de que haverá boas oportunidades de investimentos ao longo deste ano. O ano de 2013 será um período de grande instabilidade, mas nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para proteger e rentabilizar as carteiras de nossos investidores nesse ambiente adverso e desafiador.

No mês de maio o fundo Grau Macro teve retorno de -0,32%. A principal contribuição negativa veio de posição vendida em renda variável.

A Equipe Grau Gestão

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Carta Mensal África – Junho

Prezado investidor,

Nós da Grau Gestão temos mantido como cenário base um crescimento econômico global bastante deprimido por um período prolongado de tempo. Não esperamos retomada significativa de atividade econômica em 2013 tanto na economia mundial quanto na brasileira. Esse cenário também é válido para o ano de 2014.

Como temos apresentado em nossos comunicados para os investidores, a necessidade de redução do estoque de dívida global por meio de aumento de poupança (pública e privada) e de aumento de capital no sistema bancário das principais economias do mundo serão elementos importantes mantendo a demanda agregada global deprimida por um longo período de tempo.

Os dados do mês de Maio reforçam que nosso cenário básico se mantem válido. O importante indicador de nível de atividade PMI Industrial Global (Global Purchasing Managers Index) apresentou queda em Maio, atingindo o nível mais baixo dos últimos cinco meses. ‘Novos pedidos’, um importante componente do PMI, também apresentou desaceleração em Maio. Dado que ao longo dos últimos meses o indicador PMI mostrou uma nova rodada de acúmulo de estoques, a queda da relação entre ‘Novos Pedidos’ x ‘Estoques’ é um indicador antecedente que o nível de atividade global no 2º trimestre será inferior ao 1º trimestre.

Destaque de desaceleração do PMI global foi a Ásia Emergente e o Brasil. Os EUA que vinham mostrando um início de ano mais favorável também mostrou queda acentuada em Maio atingindo o nível mais fraco desde 2009.

À luz da moderação de atividade econômica e queda nos preços de commodities, a pressão inflacionária global, incluindo Brasil, tem apresentado uma tendência de arrefecimento no curto prazo.

Nosso cenário de investimentos permanece inalterado. Acreditamos que a recuperação de atividade global observada ao longo do primeiro trimestre pôde ser explicada por um mini-ciclo de recomposição de estoque. Os dados recentes mais fracos reforçam que a partir do segundo trimestre de 2013 a atividade econômica deverá desacelerar para um ritmo mais em linha com a demanda global que segue fraca.

Diferentemente do consenso de mercado, não acreditamos que o pior da crise global já passou ou que a economia mundial iniciará ao longo deste ano um ciclo de recuperação liderada pelos EUA. A grande diferença entre cenário da Grau Gestão e a percepção mais otimista do mercado nos deixa bastante confiantes de que haverá boas oportunidades de investimentos ao longo deste ano. O ano de 2013 será um período de grande instabilidade, mas nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para proteger e rentabilizar as carteiras de nossos investidores nesse ambiente adverso e desafiador.

No mês de Maio o fundo Grau África rendeu 0,48%. As principais contribuições positivas vieram de posições de ações no mercado norte-americano e câmbio. Posições de long e short e venda de ações no mercado local se destacaram do lado negativo.

A Equipe Grau Gestão

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