Debate de cenário macroeconômico

1. Atividade
Indicadores de atividade global continuam apontando para um processo de desaceleração neste 2º trimestre. Nos EUA o destaque foi o indicador de atividade do Federal Reserve da Região da Filadélfia mostrando que a economia mostra sinais de moderação em relação ao início do 1º trimestre. O livro bege do Fed, outro importante termômetro da economia americana, não mostrou sinais relevantes de aceleração de atividade. O PIB do 1º tri será divulgado esta semana. A expansão deverá ser próxima a 3% a.a, porém os dados recente indicam que o ritmo de expansão deverá cair para 1% a.a no 2º tri. Outro indicador relevante são os dados globais de produção de aço. Em março ocorreu uma queda de 1,3% m/m na produção, sendo a Europa o destaque negativo do relatório. A deterioração da atividade econômica global deverá ser um importante fator limitador do crescimento da economia brasileira em 2013. A crescente deterioração do saldo da balança comercial (resultante do fraco nível das exportações) reforça esse cenário. Acreditamos que os indicadores de atividade PMI das principais economias do mundo a serem divulgados esta semana deverão reforçar a percepção de que o melhor do crescimento econômico mundial ficou para trás.  
2. Inflação
Dados de inflação mostram sinais de estabilização, o que é coerente com os sinais de arrefecimento de atividade econômica. No Brasil, o IPCA-15 de Abril mostrou estabilização de índice cheio e núcleo, porém em níveis bastante elevados (6,5% a.a e 6,3% a.a respectivamente). A inflação implícita nos título públicos mostrou alta relevante (+0,2%) após a decisão do COPOM, retornado para patamares próximos a 5,4% a.a. Embora a inflação no Brasil mostre sinais de estabilização, acreditamos que o nível elevado demandará novas medidas monetárias e fiscais adicionais para trazer a inflação de volta ao patamar de 5% a.a.  
3. Políticas Fiscal e Monetária
De forma geral os bancos centrais globais continuam a operar de forma a adicionar liquidez no sistema. A discussão de redução de QE (compra de ativos no mercado) esse ano nos EUA perde força gradualmente a luz dos dados econômicos mais fracos. No Japão o BC acabou de anunciar um aumento importante do QE. No BC da Inglaterra, a ata da última reunião de política monetária mostrou que é crescente a probabilidade de um aumente do QE no país. O baixo nível de crescimento econômico é o principal fator por trás de políticas monetárias tão frouxas globalmente. No Brasil também notamos uma maior inclinação por uma política monetária mais frouxa. O BC na última semana elevou os juros em apenas 25 bps apesar de i) a crença de parte do mercado de que os juros subiriam 50 bps e ii) dinâmica bastante desfavorável da inflação, e iii) da acelerada deterioração das contas externas. A ata do COPOM a ser divulgada nesta próxima 5ªf detalhará a visão do BC sobre os riscos inflacionários.  
4. Mercados
- Liquidez: condições de liquidez no mercado global mostraram melhora importante ao longo da última semana. As políticas monetárias nos EUA, Europa e Japão tem mantido as condições de liquidez no mercado de crédito muito boas. Credito High Yield e High Grade, além de dívida soberana, incluindo européia, tem apresentado uma boa dinâmica. - Renda Variável: 106 das 499 empresas do S&P 500 divulgaram seus balanços até o momento. Os resultados tem se mostrado favoráveis (faturamento +2% a.a; lucro +4% a.a). Estes dados estão em linha com o bom desempenho da economia americana no 1º tri. Esperamos uma queda dos resultados no 2º tri. - Commodities: Apesar dos diversos BCs estarem injetando liquidez nos mercados, as commodities seguem em processo de queda de preços.    
5. Calendário
O principal destaque da semana serão os indicadores de PMI a partir desta 3ֺªf. China: 3ªf PMI industrial Alemanha: 3ªf PMI industrial Brasil: 4ªf confiança do consumidor; relatórios de contas externas; 5ªf Ata do COPOM; 6ªf relatório de crédito. EUA: 6ª PIB 1º tri.

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Debate de Cenário Macroeconômico

  1. Atividade

Indicadores de atividade global continuam apontando para o início de um processo de desaceleração neste 2º trimestre.

 Nos EUA os destaques foram a queda de vendas do varejo em Março (-0,2% m/m) e da confiança do consumidor (pesquisa da Universidade de Michigan). Os analistas continuam revisando para baixo as projeções de PIB para o 2º trimestre em função das surpresas negativas das últimas semanas.

 O maior destaque negativo em termos de crescimento econômico continua sendo a Europa. A produção industrial mostrou desaceleração de -2,4% a.a em Janeiro para -3,1% a.a em Fevereiro.

 A China também mostrou desaceleração. Após um crescimento de 2,0% tri/tri no 4º  tri’12, o PIB apresentou alta de 1,6% tri/tri no 2º tri’13. Os demais dados divulgados de atividade e crédito também apontaram para um gradual processo de moderação nas taxas de crescimento.

 No Brasil, a queda de venda no varejo em Fevereiro (-0,2% m/m) está em linha com dados recentes que apontam para queda da renda real do trabalhador e da confiança dos consumidores.

 Esse quadro mais adverso de crescimento também foi mostrado na atualização do cenário de crescimento global do FMI divulgada esta semana, com redução da projeção de PIB global em 2013 de 3,5% a.a para 3,3% a.a. As maiores revisões para baixo ocorreram na França, Itália e Brasil. Vale reforçar que o FMI ainda tem uma projeção demasiadamente otimista para o crescimento do PIB brasileiro este ano (3,0% a.a).

 2. Inflação

Os indicadores continuam apontando para um gradual processo de arrefecimento das pressões inflacionárias.

 Nos EUA, a inflação implícita nos títulos públicos de longo prazo segue em tendência de baixa, situando em 2,7%. A alta do dólar, além da queda do preço da gasolina, ajuda a manterá a dinâmica de inflação contida no curto prazo. Dados da pesquisa de Michigan e o indicador CPI de Março também mostram arrefecimento.

 No Brasil o IPCA de Março (0,47%m/m), mostrou alta na variação interanual (6,6% a.a), porém a queda dos núcleos na variação mensal reforça a trajetória mais benigna de curto prazo. De forma geral, não notamos pressão inflacionário relevante ao longo do 2º trimestre dada a estabilização da taxa de câmbio no patamar de USD/BRL 2,00, queda nos preços das commodities e a moderação da atividade econômica.

3. Políticas Fiscal e Monetária

Nos EUA, a ata do FOMC não trouxe novidades relevantes. Porém mostra que é crescente a discussão interna no Fed sobre a potencial redução do QE no 2º semestre. Após a ata, o Banco Credit Suisse reforçou o seu call de que o Fed deverá reduzir o volume de compras de ativos a partir de Setembro.

 No Japão, os efeitos da nova rodada de estímulo monetário continuam a gerar impacto nos mercados. O JPY se estabilizou em patamar mais depreciado, a bolsa de valores tem apresentado um bom desempenho, os bonds de 10y continuam a mostrar uma gradual alta e a taxa de juros (em função da maior expectativa de inflação). O mercado de renda fixa nos EUA e Europa também tem se beneficiado do aumento das condições de liquidez global.

 No Brasil, o governo enviou proposta orçamentária ao congresso. No documento ficou mais uma vez exposta a intenção de relaxar gradualmente a política fiscal, com adições de novos elementos que podem ser usados no abatimento das metas de superávit primário. Na fronte monetária, a reunião do COPOM nesta semana deverá dar início ao ciclo de aperto monetário. Trabalhamos como cenário básico um ciclo de alta de 2% com altas de 0,5% por reunião do COPOM.

4. Mercados

- Liquidez: condições seguem bastante favoráveis apesar da maior turbulência no mercado de renda variável. As políticas monetárias nos EUA, Europa e Japão tem mantido as condições de liquidez no mercado de crédito muito boas.

 - Renda Variável: 41 das 499 empresas do S&P 500 divulgaram seus balanços até o momento. Os resultados tem se mostrado favoráveis (faturamento +4% a.a; lucro +14% a.a). Estes dados estão em linha o bom desempenho da economia americana no 1º tri.

 - Commodities: Apesar da decisão do BC do Japão (injetando liquidez nos mercados), as commodities seguem em correção. O destaque de queda foram os metais e energia. Soja e minério tem se mostrado mais estáveis.

6. Calendário

 Os principais destaques da semana:

Brasil: 4af reunião do COPOM, 6af IPCA-15, durante a semana CAGED

EUA: 4af livro bege, 5af indicador de Filadélfia Fed

Europa: 5af eleição Presidencial na Itália

 

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Carta Mensal Abril – Savana

São Paulo, 12 de Abril de 2013

Prezado investidor

Ao longo do mês de março os indicadores econômicos mostraram sinais importantes de arrefecimento no nível de atividade global. O indicador PMI Industrial Global (Purchasing Managers Index, um dos principais indicadores antecedentes de atividade) compilado pelo banco Credit Suisse mostrou, após sete meses de expansão, uma queda importante no mês de março. Os detalhes do relatório PMI Global mostraram que a desaceleração foi bastante generalizada.

Os EUA, que vinha mostrando recuperação forte e consistente neste início de ano, mostraram queda acentuada do PMI, incluindo de subcomponentes importantes como ‘novas encomendas’. Na Europa a atividade industrial também sofreu retração importante. Até mesmo a Alemanha que vinha conseguindo mostrar sinais mais positivos desde o final do ano passado apresentou uma reversão importante no último mês. O que torna mais preocupante a dinâmica de atividade econômica na Europa foi a forte queda dos indicadores de exportações. Como a demanda interna na Europa tem mostrado forte contração, as exportações tem sido um dos poucos elementos sustentando o crescimento nos últimos trimestres. Com os dados disponibilizados no mês passado fica bastante claro não apenas que a Europa apresentará retração do PIB neste 1º trimestre, mas também que o 2º trimestre deverá ser ainda mais fraco. Turbulência adicional relacionada a incerteza política na Itália e a crise financeira em Chipre, apenas reforçam o cenário mais adverso para a Europa nos próximos meses.

Dinâmica semelhante foi notada nos países emergentes com contração importante dos indicadores de atividade industrial no Brasil, Rússia e Índia. Apenas a China apresentou uma leve expansão da atividade em Março, porém não há evidências de aceleração para os próximos meses.

Estes sinais de desaceleração são consistentes com o cenário básico da Grau Gestão. Acreditamos que a necessidade de reposição de estoques, após forte queda dos mesmos ao longo do 2º semestre de 2012, tem sido o principal fator, sustentando um miniciclo de recuperação neste início de ano. Dada a natureza deste ciclo de recuperação, esperamos que o nível de atividade global mostre moderação importante já no 2º trimestre, adequando-se as condições da demanda global que ainda enfrenta dificuldades importantes no médio prazo. Necessidade de ajuste fiscal, renda real do trabalhador em tendência declinante, restrições na expansão de crédito em função de necessidades de ajuste de balanços de instituições financeiras e baixo nível de investimentos em função da ociosidade de capacidade produtiva são elementos que manterão a demanda final global em níveis deprimidos por muitos anos.

Um elemento que torna a posição do Brasil mais delicada neste contexto é que estamos entrando em uma nova fase adversa da economia global com fundamentos mais fragilizados, incluindo inflação elevada e dinâmica de contas públicas e externas em deterioração acentuada.

Ao longo do 1º trimestre deste ano alteramos nossa estratégia de investimentos de forma a adequar as carteiras de investimento ao cenário de miniciclo de recuperação por meio de compra de proteção para nossas posições vendidas em renda variável e redução de prazo médio de nossas carteiras de renda fixa. Além disso, trabalhamos com um nível baixo de utilização de risco nas carteiras.

Para o 2º trimestre iremos gradualmente retomar nossas posições estruturais de longo prazo, elevando também a utilização dos limites de risco para os níveis alvos das carteiras.

Acreditamos que o cenário econômico global nos próximos meses resultará em uma importante reprecificação de ativos financeiros. Nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para transformar este cenário econômico mais adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de Março o fundo Grau Savana Institucional teve uma rentabilidade de 0,86%. A rentabilidade pode ser explicada pela posição em ativos de crédito.

A Equipe Grau Gestão  

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Carta Mensal Abril – Macro

São Paulo, 12 de Abril de 2013

Prezado investidor

Ao longo do mês de março os indicadores econômicos mostraram sinais importantes de arrefecimento no nível de atividade global. O indicador PMI Industrial Global (Purchasing Managers Index, um dos principais indicadores antecedentes de atividade) compilado pelo banco Credit Suisse mostrou, após sete meses de expansão, uma queda importante no mês de março. Os detalhes do relatório PMI Global mostraram que a desaceleração foi bastante generalizada.

Os EUA, que vinha mostrando recuperação forte e consistente neste início de ano, mostraram queda acentuada do PMI, incluindo de subcomponentes importantes como ‘novas encomendas’. Na Europa a atividade industrial também sofreu retração importante. Até mesmo a Alemanha que vinha conseguindo mostrar sinais mais positivos desde o final do ano passado apresentou uma reversão importante no último mês. O que torna mais preocupante a dinâmica de atividade econômica na Europa foi a forte queda dos indicadores de exportações. Como a demanda interna na Europa tem mostrado forte contração, as exportações tem sido um dos poucos elementos sustentando o crescimento nos últimos trimestres. Com os dados disponibilizados no mês passado fica bastante claro não apenas que a Europa apresentará retração do PIB neste 1º trimestre, mas também que o 2º trimestre deverá ser ainda mais fraco. Turbulência adicional relacionada a incerteza política na Itália e a crise financeira em Chipre, apenas reforçam o cenário mais adverso para a Europa nos próximos meses.

Dinâmica semelhante foi notada nos países emergentes com contração importante dos indicadores de atividade industrial no Brasil, Rússia e Índia. Apenas a China apresentou uma leve expansão da atividade em Março, porém não há evidências de aceleração para os próximos meses.

Estes sinais de desaceleração são consistentes com o cenário básico da Grau Gestão. Acreditamos que a necessidade de reposição de estoques, após forte queda dos mesmos ao longo do 2º semestre de 2012, tem sido o principal fator, sustentando um miniciclo de recuperação neste início de ano. Dada a natureza deste ciclo de recuperação, esperamos que o nível de atividade global mostre moderação importante já no 2º trimestre, adequando-se as condições da demanda global que ainda enfrenta dificuldades importantes no médio prazo. Necessidade de ajuste fiscal, renda real do trabalhador em tendência declinante, restrições na expansão de crédito em função de necessidades de ajuste de balanços de instituições financeiras e baixo nível de investimentos em função da ociosidade de capacidade produtiva são elementos que manterão a demanda final global em níveis deprimidos por muitos anos.

Um elemento que torna a posição do Brasil mais delicada neste contexto é que estamos entrando em uma nova fase adversa da economia global com fundamentos mais fragilizados, incluindo inflação elevada e dinâmica de contas públicas e externas em deterioração acentuada.

Ao longo do 1º trimestre deste ano alteramos nossa estratégia de investimentos de forma a adequar as carteiras de investimento ao cenário de miniciclo de recuperação por meio de compra de proteção para nossas posições vendidas em renda variável e redução de prazo médio de nossas carteiras de renda fixa. Além disso, trabalhamos com um nível baixo de utilização de risco nas carteiras.

Para o 2º trimestre iremos gradualmente retomar nossas posições estruturais de longo prazo, elevando também a utilização dos limites de risco para os níveis alvos das carteiras.

Acreditamos que o cenário econômico global nos próximos meses resultará em uma importante reprecificação de ativos financeiros. Nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para transformar este cenário econômico mais adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de Março o fundo Grau Macro teve uma rentabilidade de 0,81%. A principal contribuição positiva veio de posições compradas em bolsa, com destaque para Petrobras.

  A Equipe Grau Gestão 

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Carta Mensal Abril – Long Short

São Paulo, 12 de Abril de 2013

Prezado investidor

Ao longo do mês de março os indicadores econômicos mostraram sinais importantes de arrefecimento no nível de atividade global. O indicador PMI Industrial Global (Purchasing Managers Index, um dos principais indicadores antecedentes de atividade) compilado pelo banco Credit Suisse mostrou, após sete meses de expansão, uma queda importante no mês de março. Os detalhes do relatório PMI Global mostraram que a desaceleração foi bastante generalizada.

Os EUA, que vinha mostrando recuperação forte e consistente neste início de ano, mostraram queda acentuada do PMI, incluindo de subcomponentes importantes como ‘novas encomendas’. Na Europa a atividade industrial também sofreu retração importante. Até mesmo a Alemanha que vinha conseguindo mostrar sinais mais positivos desde o final do ano passado apresentou uma reversão importante no último mês. O que torna mais preocupante a dinâmica de atividade econômica na Europa foi a forte queda dos indicadores de exportações. Como a demanda interna na Europa tem mostrado forte contração, as exportações tem sido um dos poucos elementos sustentando o crescimento nos últimos trimestres. Com os dados disponibilizados no mês passado fica bastante claro não apenas que a Europa apresentará retração do PIB neste 1º trimestre, mas também que o 2º trimestre deverá ser ainda mais fraco. Turbulência adicional relacionada a incerteza política na Itália e a crise financeira em Chipre, apenas reforçam o cenário mais adverso para a Europa nos próximos meses.

Dinâmica semelhante foi notada nos países emergentes com contração importante dos indicadores de atividade industrial no Brasil, Rússia e Índia. Apenas a China apresentou uma leve expansão da atividade em Março, porém não há evidências de aceleração para os próximos meses.

Estes sinais de desaceleração são consistentes com o cenário básico da Grau Gestão. Acreditamos que a necessidade de reposição de estoques, após forte queda dos mesmos ao longo do 2º semestre de 2012, tem sido o principal fator, sustentando um miniciclo de recuperação neste início de ano. Dada a natureza deste ciclo de recuperação, esperamos que o nível de atividade global mostre moderação importante já no 2º trimestre, adequando-se as condições da demanda global que ainda enfrenta dificuldades importantes no médio prazo. Necessidade de ajuste fiscal, renda real do trabalhador em tendência declinante, restrições na expansão de crédito em função de necessidades de ajuste de balanços de instituições financeiras e baixo nível de investimentos em função da ociosidade de capacidade produtiva são elementos que manterão a demanda final global em níveis deprimidos por muitos anos.

Um elemento que torna a posição do Brasil mais delicada neste contexto é que estamos entrando em uma nova fase adversa da economia global com fundamentos mais fragilizados, incluindo inflação elevada e dinâmica de contas públicas e externas em deterioração acentuada.

Ao longo do 1º trimestre deste ano alteramos nossa estratégia de investimentos de forma a adequar as carteiras de investimento ao cenário de miniciclo de recuperação por meio de compra de proteção para nossas posições vendidas em renda variável e redução de prazo médio de nossas carteiras de renda fixa. Além disso, trabalhamos com um nível baixo de utilização de risco nas carteiras.

Para o 2º trimestre iremos gradualmente retomar nossas posições estruturais de longo prazo, elevando também a utilização dos limites de risco para os níveis alvos das carteiras.

Acreditamos que o cenário econômico global nos próximos meses resultará em uma importante reprecificação de ativos financeiros. Nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para transformar este cenário econômico mais adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de Março o fundo Grau Long Short teve uma rentabilidade de 0,50%. As principais contribuições negativas vieram de posições no par CSN/Usiminas e posições vendidas em Embraer. As principais contribuições positivas vieram de posições compradas em Petrobras e bolsa americana.

  A Equipe Grau Gestão 

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Carta Mensal África – Abril

São Paulo, 12 de Abril de 2013

Prezado investidor  

Ao longo do mês de março os indicadores econômicos mostraram sinais importantes de arrefecimento no nível de atividade global. O indicador PMI Industrial Global (Purchasing Managers Index, um dos principais indicadores antecedentes de atividade) compilado pelo banco Credit Suisse mostrou, após sete meses de expansão, uma queda importante no mês de março. Os detalhes do relatório PMI Global mostraram que a desaceleração foi bastante generalizada.

Os EUA, que vinha mostrando recuperação forte e consistente neste início de ano, mostraram queda acentuada do PMI, incluindo de subcomponentes importantes como ‘novas encomendas’. Na Europa a atividade industrial também sofreu retração importante. Até mesmo a Alemanha que vinha conseguindo mostrar sinais mais positivos desde o final do ano passado apresentou uma reversão importante no último mês. O que torna mais preocupante a dinâmica de atividade econômica na Europa foi a forte queda dos indicadores de exportações. Como a demanda interna na Europa tem mostrado forte contração, as exportações tem sido um dos poucos elementos sustentando o crescimento nos últimos trimestres. Com os dados disponibilizados no mês passado fica bastante claro não apenas que a Europa apresentará retração do PIB neste 1º trimestre, mas também que o 2º trimestre deverá ser ainda mais fraco. Turbulência adicional relacionada a incerteza política na Itália e a crise financeira em Chipre, apenas reforçam o cenário mais adverso para a Europa nos próximos meses.

Dinâmica semelhante foi notada nos países emergentes com contração importante dos indicadores de atividade industrial no Brasil, Rússia e Índia. Apenas a China apresentou uma leve expansão da atividade em Março, porém não há evidências de aceleração para os próximos meses.

Estes sinais de desaceleração são consistentes com o cenário básico da Grau Gestão. Acreditamos que a necessidade de reposição de estoques, após forte queda dos mesmos ao longo do 2º semestre de 2012, tem sido o principal fator, sustentando um miniciclo de recuperação neste início de ano. Dada a natureza deste ciclo de recuperação, esperamos que o nível de atividade global mostre moderação importante já no 2º trimestre, adequando-se as condições da demanda global que ainda enfrenta dificuldades importantes no médio prazo. Necessidade de ajuste fiscal, renda real do trabalhador em tendência declinante, restrições na expansão de crédito em função de necessidades de ajuste de balanços de instituições financeiras e baixo nível de investimentos em função da ociosidade de capacidade produtiva são elementos que manterão a demanda final global em níveis deprimidos por muitos anos.

Um elemento que torna a posição do Brasil mais delicada neste contexto é que estamos entrando em uma nova fase adversa da economia global com fundamentos mais fragilizados, incluindo inflação elevada e dinâmica de contas públicas e externas em deterioração acentuada.

Ao longo do 1º trimestre deste ano alteramos nossa estratégia de investimentos de forma a adequar as carteiras de investimento ao cenário de miniciclo de recuperação por meio de compra de proteção para nossas posições vendidas em renda variável e redução de prazo médio de nossas carteiras de renda fixa. Além disso, trabalhamos com um nível baixo de utilização de risco nas carteiras.

Para o 2º trimestre iremos gradualmente retomar nossas posições estruturais de longo prazo, elevando também a utilização dos limites de risco para os níveis alvos das carteiras.

Acreditamos que o cenário econômico global nos próximos meses resultará em uma importante reprecificação de ativos financeiros. Nós da Grau Gestão continuaremos a trabalhar para transformar este cenário econômico mais adverso em rentabilidade para nossos investidores.

No mês de Março o fundo Grau África teve uma rentabilidade de 0,55%. A principal contribuição positiva veio de posições compradas em Petrobras e bolsa americana. As posições long and short tiveram contribuição negativa para o desempenho do fundo.

A Equipe Grau Gestão 

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Carta Mensal – Abril

Prezado investidor,

Os indicadores de atividade econômica neste início de ano continuam mostrando uma dinâmica mais favorável. O JP Morgan Global Manufacturing & Services PMI (indicador de atividade global na área industrial e de serviços) mostrou um leve recuo em fevereiro, porém ainda indicando expansão de atividade também superior à média de 4º trimestre de 2012.

O destaque positivo de crescimento no mês de fevereiro foram os EUA. De qualquer forma, o crescimento foi relativamente disseminado com evidências de expansão na China, Alemanha, Reino Unido, Brasil, Índia e Rússia. A exceção deste cenário de recuperação global tem sido alguns países da Europa. O indicador PMI se manteve patamares baixos na França, Itália e Espanha, reforçando que o cenário econômico europeu permanece ainda bastante complexo e frágil.

A evolução dos indicadores econômicos e financeiros neste início de ano segue em linha com o nosso cenário básico. Após uma forte queda no nível de estoques na segunda metade de 2012, a economia global deverá entrar em um pequeno ciclo de recuperação neste início de ano. Dada a natureza desta recuperação, acreditamos que ela será curta. Um ritmo mais moderado de crescimento deverá ficar mais evidente a partir do segundo trimestre. Este cenário é válido não apenas para a economia mundial, como também para o Brasil. Nossas principais estratégias de investimento estão posicionadas para tal cenário.

No mercado de renda fixa, temos mantido posições em crédito e títulos indexados a inflação. Estamos aguardando o início do ciclo de aumento de juros pelo banco central do Brasil para alongar o prazo médio das carteiras. Em nosso cenário básico, o BC inicia o ciclo de aumento de juros em Abril, porém o aumento será menor do que a atual expectativa de mercado (1,0% em 2013).

No mercado de renda variável mantemos posições vendidas em ativos específicos onde acreditamos que o resultado financeiro deve desapontar ao longo de 2013, sendo um destaque a Usiminas. Dado os sinais de recuperação da economia, estamos usando ativamente estratégias de hedge para as posições vendidas por meio de opções de Vale e Petrobrás. Estratégias ‘long and short’ também continuam a ser utilizadas extensivamente em nossas carteiras. A Grau Gestão de Ativos continua a manter sua estratégia de investimentos focada no caráter estrutural da economia mundial – ou seja crescimento econômico baixo, inflação acima da média histórica, e margens de lucro do setor corporativo em tendência declinante. Dado este mini ciclo de recuperação econômica descrita no início desta carta - que diverge de nosso cenário de longo prazo - estamos mantendo um nível baixo de utilização de risco das carteiras esperando um melhor momento, assim como um melhor nível de preços, para aumentar o tamanho das posições.

A Equipe Grau Gestão de Ativos

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Debate de cenário macroeconômico

 1. Atividade

O destaque da última semana foram os indicadores de atividade industrial PMI.

 Os EUA, que vinham mostrando recuperação forte e consistente neste início de ano, mostraram queda acentuada do PMI, incluindo de subcomponentes importantes como ‘novas encomendas’. Este é um sinal de moderação de atividade a partir do 2º trimestre. De qualquer forma, os dados firmes de consumo ao longo do 1º trimestre, além de uma nova rodada de acúmulo de estoque, deverão levar o PIB dos EUA apresentar uma forte alta (+3,5% no 1º tri), desacelerando então para 0,7% no 2º tri.

 Na Europa a atividade industrial também sofreu retração importante dos PMIs. Até mesmo a Alemanha que vinha conseguindo mostrar sinais mais positivos desde o final do ano passado apresentou uma reversão importante no último mês. O que torna mais preocupante a dinâmica de atividade econômica na Europa foi a forte queda dos indicadores de exportações. Como a demanda interna na Europa tem mostrado forte contração, as exportações tem sido um dos poucos elementos sustentando o crescimento nos últimos trimestres. Com os dados disponibilizados no mês passado fica bastante claro não apenas que a Europa apresentará retração do PIB neste 1º trimestre, mas também que o 2º trimestre deverá ser ainda mais fraco. Turbulência adicional relacionada à incerteza política na Itália e a crise financeira em Chipre apenas reforçam o cenário mais adverso para a Europa nos próximos meses.

 Dinâmica semelhante foi notada nos países emergentes com contração importante dos indicadores de atividade industrial no Brasil, Rússia e Índia. Apenas a China apresentou uma leve expansão da atividade em Março, porém não há evidências de aceleração para os próximos meses.

 2. Inflação

 Indicadores de inflação continuam a mostrar sinais de acomodação de forma geral.

Nos EUA, a inflação implícita nos títulos públicos de longo prazo segue em tendência de baixa, situando em 2,73%. A alta do dólar, além da queda do preço da gasolina, ajuda a manterá a dinâmica de inflação contida no curto prazo.

No Brasil, a inflação implícita nos títulos públicos segue em tendência declinante. O IPCA de Março que será divulgado na 4af deverá mostrar o rompimento da banda, porém os dados na ponta deverão se mostrar favoráveis apontando para uma tendência declinante nos próximos meses.

Na China o dado de inflação de Março mostrou arrefecimento após forte alta em Fevereiro, cedendo de 3,2%aa para 2,1%aa. De qualquer forma, a dinâmica de inflação no país deverá se mostrar menos favorável ao longo do ano.

3.  Políticas Fiscal e Monetária

No Japão o Banco Central surpreendeu o mercado com um movimento mais agressivo de relaxamento monetário, aumentando a velocidade de compra de ativos no mercado de JPY 46tr para JPY8 4tr. Esse foi um movimento importante, pois o tema em termos de liquidez global era o início do ciclo de aperto das condições globais dado que o Fed deverá reduzir o passo de QE ao final deste ano. A decisão de Japão ajudará a neutralizar o movimento do Fed, dando suporte temporariamente aos ativos de risco. Porém, dado que a decisão do BoJ (BC do Japão) foi motivada pelo cenário econômico menos favorável, as perspectivas de médio prazo para a economia mundial seguem desfavoráveis.

Houve decisão de política monetária na Zona do Euro e Inglaterra, porém não houve anúncio de novas medidas.

Na Austrália, o BC manteve a taxa inalterada, porém o comunicado da decisão apontou que a dinâmica de inflação (baixa) e crescimento (moderado) deixa espaço para cortes de juros nos próximos meses caso haja necessidade.

4. Mercados

- Liquidez: condições seguem favoráveis. A dinâmica de crédito em geral vem mantendo a tendência do início de ano (ativos high grade mostrando um desempenho mais fraco em relação aos ativos high yield). As políticas monetárias nos EUA, Europa e Japão tem mantido as condições de liquidez no mercado de crédito muito boas. Na semana houve forte queda das taxas de longo prazo dos títulos soberanos em função da decisão do BC do Japão.

- Commodities: mostram sinais de queda, porém a decisão do BC do Japão também ajudou a estabilizar este mercado. A correção mais significativa continua sendo vista nos mercados de grãos e energia.

5. Calendário
Os principais destaques da semana. China: 3af IPC; 4af dados de atividade Brasil: 4af IPCA; 5af vendas do varejo EUA: 4af ata da Fed; 6af vendas do varejo Europa: 6af produção industrial e reunião do EconFin.

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